quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Somos fortes?

Relato:
Em nossa comunidade uma postagem de uma pessoa que passou por uma dificuldade com sua mãe que tem doença de Alzheimer e num dado momento não quis andar mais, e ao correr para o médico descobriu que ela havia fraturado o colo do femur.
O medo de todos é ter que usar de SUS, ou atendimento publico, e não foi diferente com esta pessoa, que após uns dias com sua mãe numa maca no corre4dor de um hospital, se superou e recorreu a pessoas e amigos e conseguiu a transferencia e atendimento digno para sua mãe (há atendimento digno no SUS e hospitais publicos, apenas temos que exigir e tomar a frente do problema).
Esta pessoa agradece a Deus por ter dado tudo certo e estar com sua mãe em casa recuperada, depois de cirurgia e outros procedimentos com exatos 30 dias depois da internação.


Meu Pensamento:


Então... é o que sempre digo, somos fortes, nada acontece por acaso.
Se somos nós os escolhidos para cuidar, seja por quem for, ou até por imposição, tudo tem uma razão de ser.
Somos fortes, e muito fortes, se não achamos isto é porque não nos olhamos ainda.
"Segurar esta barra" que é o Alzheimer não é para todos, apenas uns escolhidos, e a dedo podem ter certeza.
Então apesar de todo este sofrimento e provações, saimos de tudo isto com a certeza de que nos transformamos em pessoas melhores do que éramos antes.
Olhamos o mundo com outros olhos e as pessoas que nos cercam copm mais complaciencia e compreensão, e diria até com mais tolerancia, até lá no fundinho parafraseando Jesus - eles não sabem o que falam...
E mais uma frase, para não ser chata: A vida ensina!


Fiquem bem, força e coragem.

6 comentários:

  1. Lindo seu pensamento! Como sempre...me fez um bem sem tamanho!

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  2. Bom, pensei muito e resolvi colocar meu comentário por aqui, já que é um meio mais intimista, mais particular.
    Concordo com a Molly, tudo deve ter uma razão de ser. Muitas pessoas me dizem que é um "carma". Sei lá, mas desde a minha adolescência estão me dizendo para ser forte, segurar a barra. Meus pais sempre me ensinaram, através de exemplos, que devemos sempre estender a mão para quem precisa. Minha casa foi sempre "a casa da mãe Joana" (literalmente rsrsrs). Qdo. alguém da família ou vizinhança tinha uma dor de barriga, era para lá que corria. Sempre dividi tudo na minha vida, pais, casa, quarto, brinquedos, única coisa que não dividi, mesmo que uma vez alguém tenha pedido, foi minha escova de dentes. Sendo assim, sempre pensei que um dia que precisasse teria mãos estendidas para nos ajudar. Mas qual o quê! De repente todos sumiram. Alzheimer se tornou sinônimo de lepra. Não foi e nem é fácil, mas sobrevivi. Hoje já não consigo mais ter sentimento de compreensão para com as pessoas. Estou mais forte, sem dúvida, mas muito mais fria e nem um pouco tolerante. Consigo ver prazer em coisas simples (sentar em um banco no shopping e apreciar o ir e vir das pessoas, de repente me parece a oitava maravilha do mundo!). A vida me ensinou que família sou eu, meu marido e meu filho. Amigos de verdade, são aqueles que conseguem sentir o que sinto, que se lembram de ligar de vez em quando para saber como estou. Mudei minha maneira de ser e de agir. Acho que depois de tudo isto vou ser mais egoísta e esquecer um pouco as lições "sonhadoras" que meus pais me passaram. Como a "semente" foi plantada muito cedo, talvez mais tarde eu volte a ser como meus pais foram e gostariam que eu fosse, mas hoje não sinto vontade nenhuma de voltar a ser como antes.

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  3. Conceição,aqui estou de madrugada e me associo a você.Nem tenho postado na comu por que estou chata, intolerante. Tive a confirmação que sou filha única de 3 irmàos e não terei mais pudores para dizer que esta doença acaba com nossa vida se não tivermos postura e coragem para fazer com que seja diferente. To cansada de ser corajosa e forte e na verdade hoje só queria muito colo...

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  4. Ah meninas...
    Egoista? Realista? Ninguem vai amar voce como voce mesmo, isto é mais certo do que qualquer calculo matematico.
    Sempre disse a minha filha, voce é voce, o resto é o resto!
    Mas que esta doença nos ensina a olhar o mundo de outra forma sim, e aprendemos a selecionar aqueles que estão na adversidade e os olhar com carinho e amor. Amor incondicional.

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  5. Dr. Molly Stein, estou entrando agora para a comunidade. E sempre ouvir falar desta doença ALZHEIMER, mas ñ tenho conhecimentos e sim curiosidades e medos do que falam sobre ela.
    Gostaria muito que o Sr. pudesse me explicar passo a passo sobre ela, se é em qualquer idade que pode surgir? sintomas etc...
    Ficaria muito grata, desde já deixo meus parabéns pela comunidade e um abraço.
    Cristina Pantarolli

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  6. Lindo o blog, Molly....Parabéns pela tua iniciativa, é de grande valia para mtos!!
    Bjoks e ficamos com Deus!!

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